Conjuntura
A crise capitalista internacional, iniciada nos EUA em 2008, está se aprofundando e neste momento principalmente na Europa. A última reunião do G20 recomendou os mesmo caminhos que produziram a crise. Não se fez proposta de adoção de nenhum mecanismo de controle do sistema financeiro internacional, mantendo-se intacto o mercado especulativo, com a implementação de políticas para salvaguardar a estabilidade das bolsas de valores e dos principais mercados cambiais do mundo. Defende-se uma severa redução do déficit público, do papel do Estado, com reformas da previdência e trabalhista para retirar direitos, diminuição dos investimentos em políticas públicas e arrocho salarial.
Os/as trabalhadores/as europeus, através de greves e mobilizações, estão nas ruas para não permitir que a classe trabalhadora pague, mais uma vez, pela crise.
Nós não aceitamos que o FMI e as instituições financeiras internacionais, os EUA e a União Européia pressionem pela aplicação do mesmo receituário que foi o causador da crise. A CUT e o conjunto de sua militância estarão nas ruas, neste momento das eleições e após sua realização, para defender que o enfrentamento à crise se faz com maiores investimentos públicos, com distribuição de renda e diminuição da pobreza, com valorização do mercado interno, com geração de empregos de qualidade e renda.
Estratégia da CUT para o período do processo eleitoral 2010
Na reunião da DN, em maio de 2010, deliberamos que, no próximo período “a tarefa da CUT é disputar os rumos do desenvolvimento, com a Plataforma da CUT para as eleições 2010, fortalecendo a luta por liberdade e autonomia sindical, valorização do trabalho e democracia, de homens e mulheres, do campo e da cidade.” E que a disputa a ser travada em 2010, polarizada em torno de dois projetos antagônicos, nos apresenta a possibilidade de continuidade da ruptura com o modelo de desenvolvimento econômico neoliberal instaurado no Brasil, maior identidade com as diretrizes expressas na Plataforma da CUT para as eleições 2010, como imperativo ao aprofundamento das mudanças, com a candidatura da companheira Dilma Rousseff. Pois, a CUT tem lado: o da defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e desempenhará papel fundamental, não apenas nesse período, mas também após as eleições, pressionando o futuro governo para construir iniciativas de aprofundamento da democracia no Brasil.
Assim, é preciso organizar a agenda de mobilizações em torno da busca por unificação das lutas sociais com outros movimentos populares e por ampliar a ação da base sindical cutista.
Por isso, apresentamos a seguinte proposta:
De julho a outubro 2010, a CUT priorizará a ação direta de mobilização, com base na Plataforma da CUT para as eleições 2010, conformando – no contexto da Jornada pelo Desenvolvimento – o Projeto CUT nas ruas. Um mutirão de visitas a todas as Estaduais e sindicatos da CUT, tendo em vista a necessidade de ampliar a mobilização para a disputa sindical e eleitoral. A comunicação, nesse processo, será um instrumento estratégico e, portanto, também com ações específicas nessa área.
Consiste em dois movimentos:
01) Realizar lançamentos da Plataforma da CUT para as eleições 2010 em todos os Estados, com atividades de 1 dia, com três momentos distintos:
a) plenária de sindicalistas;
b) mobilização;
c) debate da Plataforma envolvendo parceiros do movimento social e da universidade.
Haverá uma agenda, definida previamente entre a Coordenação e as Estaduais da CUT, articuladas aos comitês de campanha. Em cada evento, a Estadual da CUT deverá buscar a divulgação massiva, inclusive com coletivas de imprensa. O objetivo dos eventos é dar visibilidade às propostas da CUT e criar um movimento de mobilização dos trabalhadores/as para a campanha.
A Plenária de Sindicalistas tem caráter de agitação e de organização das ações da CUT no Estado para alcançar pleno êxito no mutirão. A Mobilização consiste numa atividade de rua (panfletagem no centro, empresas, etc). O Debate da Plataforma será um evento para ampliar a aliança com os movimentos sociais e parceiros da universidade, divulgando nossas propostas e comprometendo candidatos/as a Deputados Federais e Senadores/as.
Para cada Estado/região haverá a indicação de equipes compostas por dirigentes da Executiva, bem como a participação do presidente em boa parte dos locais.
AGENDE-SE
EXECUTIVA NACIONAL
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
QUINTINO SEVERO
SECRETÁRIO GERAL
Escrito por CUT Nacional
São Paulo, 08 de julho de 2010.