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Infelizmente, muitas pessoas acostumaram-se a ver
a figura do aposentado como um ex-trabalhador, que não precisa
mais preocupar-se com sua realidade, com as mudanças ocorridas
na sua profissão e local de trabalho e os problemas relativos
ao mercado como um todo.
Tal visão acabar por reforçar o mito
do aposentado como um privilegiado, um desocupado, um alienado no
trato das principais questões políticas, econômicas
e sociais da sua cidade, do seu Estado, do seu País. Quanta
injustiça!
Em primeiro lugar, os aposentados sofrem, como qualquer trabalhador
brasileiro, os efeitos da política econômica recessiva
adotada pelo governo federal e imitada pelos estados e municípios.
Segundo, porque os sucessivos projetos de reforma
da Previdência vêm atingir principalmente essa categoria,
notadamente quando tratamos de questões como a taxação
dos inativos, recentemente aprovada em 2º turno na Câmara
dos Deputados, dentro do conjunto de medidas que fazem parte do
Projeto de Emenda Constitucional nº 40. A taxação,
com certeza, fará parte dos projetos estaduais de reforma
previdenciária, inclusive em nosso Estado.
Portanto, nunca foi tão necessário
ao aposentado manter sua filiação ao sindicato de
origem. É a forma que ele tem de continuar informado e poder
participar de todas as articulações, negociações
e mobilizações na defesa de seus direitos. O contato
com o sindicato vai estreitar os laços do aposentado com
a cidadania, evitando que ele seja pego de supresa com alguma medida.
O Sindicato disponibiliza sua diretoria, seu jornal e site na Internet
e suas assessorias – inclusive a jurídica – para
defender a categoria, inclusive quem já está aposentado.
Por último, vale lembrar que o direito do
aposentado está diretamente vinculado à mobilização
de sua categoria em atividade. Não caia no conto do “sindicato
de aposentados”. O aposentado do serviço público
estadual deve estar antenado com o que acontece com os órgãos
nos quais trabalhava. Um “sindicato de aposentados”
nunca dará conta da pluraridade e da especificidade de reivindicações
das inúmeras profissões as quais os inativos desempanhavam.
O MOVA-SE continua de braços abertos para
você que, com toda razão, ganhou o direito à
aposentadoria, querendo, sobretudo, regardar sua dignidade.
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