15/03/2011

O Papel do Sindicato

Temos que resistir a essas explorações do capitalismo e lutar por salarios e não por aumento de carga horãria, pois assim estamos regredindo na luta.

Após o surgimento da comunidade primitiva temos uma sociedade dividida em classes e marcadas pela luta de dominados e dominantes. Karl Marx, no seu Manifesto Comunista, diz: “a história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classe. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, opressores e oprimidos em constante oposição têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta.”
O Sindicato surge do modo de produção capitalista. A palavra de origem francesa - syndic – significa “representante de uma determinada comunidade.” Mercantilismo foi o período de transição entre os Séculos XV e XVI que marca o fim do feudalismo e inicio do Capitalismo, que tem como caracteristica a propriedade privada.
Com a queda do feudalismo a sociedade ficou dividida em duas classes. De um lado, a burguesia dona dos meios de produção - terras, capital, indústria, máquinas tudo que com eles se adquirem outros. Burguesia vem de burgos, locais ao redor dos feudos ocupados pelos comerciantes e artesãos que viriam ser os atuais capitalistas ou burgueses.
Proletário, palavra de origem latina que significa pessoas com uma prole (filhos) numerosa. O proletário por não possuir meios de produção vende sua força de trabalho para o capitalista. “Denomina-se capitalismo a organização da sociedade em que a terra, as fábricas, os instrumentos de produção, etc., pertencem a um pequeno número de latifundiários e capitalistas, enquanto a massa do povo não possui nenhuma ou quase nenhuma propriedade e deve, por isso, alugar sua força de trabalho. Os latifundiários e industriais contratam os operários, obrigando-os a produzir tais ou quais artigos que eles vendem no mercado.
Os patrões pagam aos operários exclusivamente o salário indispensável para que estes e suas famílias subexistam. Tudo o que o operário produz acima dessa quantidade de produtos necessária a sua manutenção, o patrão embolsa. Isso constitui o seu lucro. Portanto, na economia capitalista, a massa do povo trabalha para o patrão, e não para si, e o faz por um salário.
Compreende-se dos patrões: quanto menos der aos operários, mais lucro lhes sobra. Em compensação, os operários tratam de receber o maior salário possível para poder sustentar sua família com uma alimentação abundante e sadia, viver numa boa casa e não se vestir como mendigos. Portanto, entre patrões e operários há uma constante luta pelo salário”. Vladimir Lenin.
É dessa contradição entre burguesia e proletariádo que vão surgir os primeiros movimentos de operarios que dão inicio aos sindicatos que, dentre outros, têm o objetivo de organizar a classe trabalhadora para resistir a exploração capitalista.
Na Inglaterra do SEC. XVIII era imposta uma jornada de trabalho que atingia 16 horas diárias. Com o obetivo de atrair mais trabalhadores, é criada a política do cercamento que expulsa os trabalhadores do campo com a desculpa de torná-lo “livre”, o que aumenta as filas dos desempregados nos centros urbanos. Marx vai chamá-los de “Exercito Industrial de reserva”. Esta foi a forma encontrada pela burguesia para garantir mão de obra barata através da concorrencia. Isto aconteceu nos séculos passados e vem acontecendo até hoje de forma sútil
Nós servidores públicos do Estado do Ceará temos que resistir a essas explorações do Capitalismo e lutar por salários justos e não por aumento da carga horária. Pois assim, estamos regredindo na luta. Vamos exigir concurso público já e dar oportunidade de outras pessoas garantirem seus empregos. Se não, vamos estar contribuindo para aumentar o Exercito de Servidores de reserva.
Saudações Sindicais
Auxiliadora Alencar

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23/04/2012

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